Ablação de WPW
WPW é uma condição rara e aparece em menos de 1% da população. Além das vias de condução elétrica normais, o paciente nasce com um “nervo de condução elétrica” a mais. Isso cria um circuito elétrico extra no local onde átrios e ventrículos deveriam estar eletricamente separados. Essa fibra pode estar presente em qualquer região dos anéis das chamadas válvulas mitral e tricúspide (as comportas que organizam a circulação de sangue por dentro do próprio coração). Cerca de três a cada mil nascidos apresentam o problema, que pode ter consequências graves. Sensação de cansaço, tonturas, desmaios e palpitações estão entre os sintomas.
Observamos, na prática clínica, a existência de duas situações principais envolvendo a síndrome de Wolff-Parkinson-White. Na primeira, chamada de via acessória oculta o “fio elétrico” a mais conduz a eletricidade de baixo para cima (dos ventrículos para os átrios). Assim, em vez de o impulso elétrico ser extinto naturalmente após a contração dos ventrículos, ele volta para os átrios, promovendo um curto-circuito em todo o sistema. A maior parte dos casos de Síndrome de Wolff-Parkinson-White são desse tipo.
Já na segunda situação observada, a via acessória pode conduzir eletricidade nos dois sentidos (átrio-ventrículo-átrio). Quando isso acontece, a os sinais elétricos podem circular pelo coração em qualquer sentido, inclusive na “contramão”. Em pacientes que, além da síndrome, apresentam outro tipo de arritmia, o problema se intensifica. Certamente os impulsos dessa arritmia também irão passar por esse “fio extra”. Um dos mecanismos que pode levar o paciente à morte na síndrome de Wolff-Parkinson-White por exemplo, funciona dessa forma: quando o paciente tem Fibrilação Atrial, que passa rápido pelo “fio extra”, a frequência cardíaca pode aumentar muito a ponto de levar à parada do coração.
Tal como nas outras formas de arritmia, a ablação por cateter pode curar esse tipo de arritmia e está indicada em quase todos os pacientes por ser muito mais eficaz que os medicamentos.
Preparo:
- Jejum absoluto de 08 horas (inclusive água);
- O paciente deve apresentar-se acompanhado e pelo menos 1 hora antes do procedimento;
- Não pare de tomar seus remédios , principalmente o anticoagulante;
Após o procedimento:
- O paciente ficará na sala de observação por cerca de 01 hora até se recuperar da anestesia;
- Na maioria das vezes a alta acontece no mesmo dia;
- O paciente não poderá dirigir após o procedimento.






